domingo, 23 de março de 2014

DITADURA ??? SERÁ ???


E...essa semana se encerra com poucos motivos para comemorarmos na área da EDUCAÇÃO em Nosso Município!!!!

A semana iniciou com um protesto dos Sindicatos dos Servidores Municipais, mais especificamente, com os PROFESSORES clamando por "seus Direitos"!!!

E, infelizmente, estamos assistindo com "incredulidade", espanto e indignação a tudo isso que vem acontecendo:

De um lado: Os professores que fizeram o concurso de 2010 e foram classificados e do outro lado: Os Gestores, que lançaram um edital para uma "seleção"??, repleta de erros, e, que admitia a presença de vagas e a falta de profissionais.

Temos ainda no meio, os alunos que estão sem aulas, por falta de Planejamento, Competência e Responsabilidade.

Acima, e, com poder de decisão, temos uma JUSTIÇA, que tem que estar do lado de quem está sendo prejudicado.

E, que ainda ACREDITAM que sejam restituídos seus DIREITOS as vagas existentes.
Vamos torcer por um desfecho onde a Justiça prevaleça!!!

Também iniciamos a semana narrando os fatos Históricos do Golpe Militar/Ditadura, com a finalidade de fazer com que todos nós, em especial, os jovens, despertassem o interesse em buscar mais informações acerca dessa época sombria da História do nosso pais.

Hoje, quero falar dos "sistema" que os militares usavam para reprimir qualquer tentativa individual ou coletiva de ameaça ao regime.

Perseguia, acima de tudo, as atividades intelectuais, sociais, políticas e partidárias de cunho comunista.

Em 1924 foi criado o DOPS- Departamento de Ordem Política e Social, foi utilizado no Estado Novo, mas foi no Regime Militar de 1964 e 1974 que obteve maior autonomia.

No DOPS de São Paulo, o delegado que ficou mais conhecido como "linha dura", foi Sergio Fleury.

Quem fosse fichado pelo DOPS, encontrava muitas dificuldades para encontrar um emprego. Porque os candidatos precisavam apresentar um "Atestado de Antecedentes Políticos e Sociais", mais conhecido como "Atestado Ideológico".

Deixou documentos como ofícios, relatórios, radiogramas e livros que hoje servem como pesquisa histórica e busca de processos judiciais. Há registros de greves, atos públicos, eleições sindicais, greves, partidos e atos políticos que eram vigiados.

As celas em São Paulo, onde vários políticos foram presos, torturados e mortos, foram transformadas em Museu Imaginário do Povo Brasileiro.

Outra atribuição deste órgão era censurar os meios de comunicação através da Divisão de Censura e Diversões Públicas, e a partir de 2001, o controle das armas de fogo.

Hoje o DOPS ainda existe em alguns estados da federação.

Entretanto, nessa semana tivemos fatos, e datas comemorativas que devem ser mencionados.
DÓI-CODI- Destacamento de Operações de Informações- Centro de Operações de Defesa Interna
foi um órgão subordinado ao Exército de Inteligência e repressão do governo brasileiro durante o golpe militar.

Reunia os militares das 3 Armas: Policiais militares estaduais, Polícia Civil e Federal. Ficaram conhecido como centro de tortura e repressão. Os maiores eram os de São Paulo e o do Rio de Janeiro.

Destinado a combater inimigos internos que supostamente ameaçariam a segurança nacional. Sua atuação era pautada na Doutrina de Segurança Nacional, formulada no contexto da guerra fria.

O Presidente Ernesto Geisel era conhecido como um dos generais mais violentos da Ditadura.

SNI- Serviço Nacional de Informação- foi criado em 1964 para espionar de todos os cidadãos.

Havia agentes secretos do SNI em quase todos os cantos: escolas, redações de jornais, sindicatos, universidades, estações de televisão, sindicatos, Microfones, rádios, ouvidos aguçados.

Bastava o agente do SNI apontar um suspeito para ele ser preso. O SNI cresceu tanto que parecia ter adquirido vida própria independente do General, Presidente, a quem estava ligado.

Seu criador o General Golbery do Couto e Silva, no final da vida, dizia amargurado: " criei um monstro".

O risco de ser detido caso fizesse uma crítica ao governo, deixava todos em estado de alerta permanente, falavam baixinho, mediam as palavras, tinham medo de expressar suas opiniões.

Desconfiavam de cada pessoa nova, por temer os dedos-duros, porque "os desaparecidos" eram muitos. Na ditadura até as novas amizades ficavam comprometidas.


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